A igreja cristã é a instituição e o organismo mais poderoso que existe na terra.
Jesus já havia dito que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela.
No que concerne às mudanças ocorridas em nossos dias, com respeito à introdução de novos paradigmas, em nome da post-modernidade ou pluralidade ou relatividade comportamental e ética, temos visto a igreja depender muito do estado para manter as leis tradicionais e de paradigma judaico-cristão.
Ora, a igreja não precisa fiar no Estado para tal façanha.
Ela é muito mais poderosa do que o estado para revolucionar a cultura de sua época ao ponto de tornar tais leis (ímpias) obsoletas.
Querem aprovar casamento gay, querem aprovar leis que proporcionam a imoralidade política e comportamental (do ponto de vista cristão) que o façam.
Como igreja, nossa luta se fará sim, no campo da cidadania, através de apologias, manifestações públicas pacíficas, conscientizações, exigência do cumprimento da Constituição etc.
Outra via de luta muito mais séria do que essa, e que eu vejo que a igreja está negligenciando é a via da batalha espiritual.
A igreja não pode se dar ao luxo de se esquecer que tais rumos que a sociedade está tomando é fruto de manifestações espirituais, o que nos chama para uma batalha espiritual.
Tais políticos, ONGs, associações, acadêmicos, meios de comunicações etc., andam segundo o príncipe dos ares, da carne e do mundo.
São filhos da desobediência.
A nossa luta a nível social está sendo feita, mas lembremos que a nível espiritual, se dá nas regiões celestiais.
A demonização de uma sociedade precisa ser atacada antes de tudo nas regiões celestiais.
Aqui entra a oração, o jejum, as súplicas e intercessões, inclusive por essas pessoas que estão cegas e sendo usadas pelo mal.
Outra via de abordagem do problema é a via cultural e aqui a igreja é chamada para a implantação de uma contra-cultura.
Se a post-modernidade quer acabar com os absolutos morais e consequentemente com todas as instituições cristãs, a igreja precisa contra-atacar de forma intensiva e progressiva sem descanso.
Formação de cultura não se dá em quadros momentâneos.
O que vivemos é uma conjuntura de rompimento que ainda não se transformou em estrutura de mentalidade.
A estrutura que existe é judaico-cristã.
É hora da igreja valer-se dessa vantagem e redesenhar as suas estratégias de ensino e doutrinação dos seus membros.
Cada membro da igreja, desde a mais tenra idade precisa ser preparado com uma cosmovisão de Cristo.
Precisa ser preparado para ser um missionário.
Precisamos preparar uma nova geração de missionários que VIVAM e disseminem onde estiverem, seja na escola, no clube, no trabalho, em casa, disseminem os valores e doutrina evangélica de Jesus Cristo.
Para isso, precisamos sair dos nossos mosteiros e mundinhos eclesiásticos e cumprir a ordem de ir a todo mundo como Cristo mandou.
A igreja pode disseminar e reforçar os valores cristãos abrindo escolas, principalmente educação infantil, ocupando meios de comunicações, redes sociais, hospitais, casas de recuperação, projetos sociais, fóruns, seminários etc., e principalmente o corpo-a-corpo.
As leis, por mais ímpias que sejam, perderão todo valor diante de uma igreja atuante, que exercita a sua cidadania, que entende que a luta é mais do que social e sim espiritual e que se prepara para implantar uma contra-cultura.
Lembremo-nos de a igreja cristã, iniciada num pequeno lugarejo do mundo, com doze homens, transformou o grande império romano, transformou muitas sociedades, como a Inglaterra do século XVIII e tantas outras.
A Igreja jamais falhará pois o seu fundador é quem disse: as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Lício Luciano Nonato)
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